A vida devocional
Texto: 1 João 1:17
Introdução
Hoje, estamos iniciando uma série de três estudos sobre os valores da vida cristã, que são essenciais para o trabalho de uma igreja em células. Qualquer igreja deve ter esses valores. E esses valores são cultivados também nas células.
São valores que estão para nós como “marcos antigos”, ou como “placas de sinalização”, que nos mostram o caminho por ondem andar e como obter a vitória. Hoje estaremos estudando sobre A VIDA DEVOCIONAL.
I- Uma busca de intimidade com Deus.
Vimos, em lições anteriores, que quando Jesus separou os apóstolos o fez com a intenção primeira de que eles estivessem sempre junto dele. Este é um fundamento básico da vida cristã.
II- JESUS MESMO BUSCOU COMUNHÃO COM O PAI, separando o tempo para estar a sós com Ele.
III- JESUS QUER QUE ESTEJAMOS PERTO DELE.
IV- Nossa motivação no devocional: comunhão com Deus.
Nossa primeira motivação ao buscar a Deus não pode ser a de PEDIR. Quando pedimos, temos uma oração “egoísta”. Estamos pensando em nós mesmos, mas no sentido de ter ou possuir alguma coisa que estamos sentindo falta e que acreditamos que Deus possa nos dar. É verdade que precisamos pedir, pois temos necessidades e a Palavra de Deus nos incentiva a isso: “pedi e vos será dado”. Mas o nosso objetivo maior não é pedir. Tão pouco, o nosso momento devocional é, primeiro, para INTERCEDER. É claro que precisamos interceder e temos muitos motivos para isso. Mas o motivo principal, na nossa devocional, é a comunhão com o Pai.
Nossa maior motivação é buscar comunhão com Deus, e entrar em uma maior intimidade com Ele, através de Jesus
pelo Espírito Santo. Quanto mais buscamos essa comunhão, mais a alcançamos. Deus nos chamou para sermos semelhantes a Ele, e a vida de comunhão com Ele faz com que fiquemos “parecidos” com Ele.
(a) O exemplo de Moisés. Apesar de Moisés ter subido ao monte e ter trazido de lá tábuas da lei, o objetivo principal de Deus nisto era que Moisés tivesse comunhão com Ele. E isso, foi tão evidente que quando o grande profeta da lei desceu, o seu rosto brilhava.
(b) O exemplo Maior, o de Jesus. O Filho, Jesus Cristo, sempre buscou a intimidade com o Pai. Ele não se deixava seduzir pela companhia das multidões. Muitas vezes ele se retirava sozinho para orar, para buscar a companhia do Pai Celestial (Lc 5.16; 6.12). Em outra ocasião Jesus levou Pedro, Tiago e João e, estando a orar ao Pai, foi transfigurado diante deles.
O Pai deu o testemunho sobre o seu Filho: “Cerca de oito dias depois”… subiu ao monte com o propósito de orar. E aconteceu que, enquanto ele orava, a aparência do seu rosto se transfigurou e suas vestes resplandeceram de brancura… Enquanto assim falava, veio uma nuvem e os envolveu; e encheram-se de medo ao entrar na nuvem. E dela veio uma voz dizendo: “Este é o meu filho, o meu eleito: a ele ouvi” (Lc 9.28-35). Temos a tendência de quando vamos orar, logo dar início a uma torrente de pedidos. Porque não nos prostramos diante do Pai e o adoramos, em vez de apenas pedir? A vida devocional do crente se baseia em dois pilares: A palavra de Deus e oração.

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